sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Sabor de Minas em duas rodas


Ricardo e sua companheira de trabalho "ela não reclama, não me deixa na mão e gasta pouco combustível"
Não faltam exemplos de pessoas que usam a agilidade da motocicleta para garantir o sustento de sua família. Um deles é Ricardo Rodrigo Rocha de 39 anos, morador de Alvinópolis, bairro de Atibaia, distante 65 da capital. Com muita disposição e criatividade usa sua Honda Biz 125, ano 2016, para ganhar a vida e distribuir o sabor de Minas pela cidade.
Comunicativo, Ricardo tem uma rotina bem peculiar. Ele compra laticínios de Cambuí (MG) e comercializa em Atibaia. A viagem de pouco mais de 100 km é feita com sua pequena motoneta que volta abarrota da cidade mineira para atender aos restaurantes e moradores.

De boca em boca

Há sete anos Ricardo mantém essa rotina e já começa a colher os frutos do seu trabalho. "Faço um roteiro e atendo semanalmente os meus clientes, sempre no mesmo horário e no mesmo dia da semana, com isso já estou bastante conhecido e as pessoas já sabem da qualidade dos produtos".
Além do contato pessoal os clientes também falam com o Ricardo pelo seus whats (11) 99530-2311 para agilizar a compra. "Eu mando as fotos e descrições do produto, isso ajuda o cliente a decidir, faço a venda on-line e depois eu só tenho a preocupação de entregar".
A mobilidade da moto é o grande trunfo para o sucesso do Ricardo "a mobilidade é incrível, se falta algum produto, e eu tenho em casa, eu consigo buscar e entregar imediatamente", com o carro isso seria impossível, principalmente pelo custo do transporte.
Além de prática e econômica a moto ajuda a divulgar seu negócio "ela chama atenção por estar bastante carregada". Realmente a moto se destaca com o isopor dos queijos e os doces presos na lateral.

Conhecer o produto

"A mídia tornou o Canastra famoso"
Com grande variedade de produtos Ricardo se mostra um conhecedor. "A mídia forçou um pouco a venda do Canastra, por ter divulgado bastante esse tipo de queijo, mas vendo bastante o frescal por ser mais saudável", ele também trabalha com outras variedades como parmesão, provolone e ricota.
Chegando ao limite de capacidade de atendimento, Ricardo já começa a planejar uma forma de diversificar seu negócio. "Penso em montar um rede com outras motos fazendo visitas  em bairros distantes, mas sempre mantendo o meu padrão de atendimento e qualidade dos produtos.
"Eu costumo dizer que a pessoa sai de casa para comprar um remédio ou um bife para fazer o almoço, mas não tem o hábito de buscar um queijo para o seu café da manhã, não existe esse hábito. Por outro lado, ao passar na porta semanalmente e oferecer o produto ela consome". Ricardo aproveita a viagem e oferece as conservas, doces e biscoitos que também traz de Minas.
"Meu salário vem do queijo e da minha moto, graças a ela sustento meus três filhos, faço minhas entregas e levo minha renda para casa, assim consigo pagar minhas contas". Afirma Ricardo que trabalha com sua moto faça chuva ou faça sol, sempre com um sorriso no rosto.


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Boa notícia, vendas de motos aumentam em quase 14%

A Honda CG 160 é a mais vendida do Brasil, em 2019 já foram emplacadas mais de 200 mil motos novas
O mês de setembro trouxe uma boa notícia para quem trabalha com motos - vendedores, instrutores de moto escolas, mecânicos, lojas de equipamentos, concessionárias etc... Os números divulgados pela Fenabrave (a entidade que reúne as distribuidoras) dão conta que foram emplacadas 708.871 motos "Zero KM" nos primeiros oito meses de 2019. Esse total mostra que houve um aumento de quase 14% em relação ao mesmo período de 2018 quando foram comercializadas 622.065 motos.
Entre as motos mais vendidas a Honda CG 160, com mais de 202.877 unidades comercializadas até o final de agosto, reina absoluta. Em segundo lugar vem a Honda Biz com 103.958 unidades enquanto a Bros 160 é a terceira mais emplacada com 78.837 motos vendidas.
Vale lembrar que cada moto dessa é uma oportunidade de venda de novos acessórios e equipamentos de segurança. O crescimento das vendas sempre é uma boa notícia e deve ser comemorada!

terça-feira, 23 de julho de 2019

Se liga no óleo para não "fritar" sua moto

O óleo lubrificante é fundamental para a “saúde” do motor da sua moto. Ele tem a função de diminuir o desgaste das peças e também auxilia na refrigeração do motor. O lubrificante cria uma camada que diminui o atrito entre componentes como as engrenagens, pistões, anéis e mancais, por exemplo. Por ser fundamental para a durabilidade do motor, os fabricantes dedicam um capítulo especial no Manual do Proprietário informando os cuidados e prazos de troca de óleo. Apesar disso, muitos proprietários não se preocupam e podem ser surpreendidos com sérios problemas no motor da moto. Veja como evitar prejuízos:

1 – Qual tipo de óleo

Fique atento às especificações do lubrificante indicada pelo fabricante da sua moto. A especificação determina a viscosidade e outras características do produto que são adequadas às necessidades do motor. A Honda CG 160, por exemplo, usa produto com especificação 10W-30. Não misture marcas e produtos com especificações diferentes e NUNCA use óleo de automóveis em motocicletas.

2 – De olho no nível

A verificação do nível do óleo deve ser feita com o motor aquecido e com a moto na posição vertical – para se certificar sobre como fazer a medição, consulte o manual do proprietário da sua motocicleta. Limpe a vareta medidora e a encaixe no bocal (sem rosquear). O nível do óleo deve estar entre as duas marcas. Ao completar o lubrificante não ultrapasse o limite máximo, pois o excesso de óleo também prejudica o bom funcionamento do motor.

3 – Quando trocar

Dependendo da marca e do modelo da moto, a troca pode ser obrigatória a cada 3.000 km ou até 10.000 km rodados. Mas, fique atento, pois óleo também tem data de validade, que costuma ser de  seis meses. Ou seja, mesmo que você não tenha atingido a quilometragem máxima, é preciso substituir o lubrificante, caso o prazo de validade tenha vencido. As informações sobre os intervalos de troca de ólee para cada modelo estão no Manual do Proprietário.
Mas é importante ressaltar que o motociclista deve estar atento ao nível do óleo e completar se necessário, porém sempre com o produto da mesma marca e especificações. Infelizmente, muita gente esquece de verificar o nível de óleo periodicamente. Outro erro comum é achar que só é necessário se preocupar com o lubrificante quando a moto atingir a quilometragem recomendada no Manual.

4 - Trocar com 1.000 km é bobagem?

Um hábito difundido pelos motociclistas profissionais e mecânicos é a necessidade da troca do lubrificante aos 1.000 km rodados. “Infelizmente, a péssima qualidade da nossa gasolina, pode contaminar o óleo o que pode ocasionar carbonização e outros problemas no moto”, relata o mecânico Renato Resende, da oficina Bike Trail, de Atibaia (SP). Segundo ele, a troca dentro do prazo estipulado pelo fabricante depende de um proprietário “extremamente cuidadoso com o nível do óleo e que só use combustível de ótima qualidade”.  Por conta desses riscos, muitos clientes preferem trocar o óleo a cada 1.000 km e nem se preocupam em verificar ou completar o lubrificante, informa o profissional.

5 – Filtro

Além de acompanhar o nível e o prazo de troca do lubrificante, é fundamental manter os filtros limpos ou substituí-los no prazo informado pelo fabricante. No caso da CG 160, o filtro é do tipo centrifugo que deve ser limpo a cada 12.000 km. Já as motos que usam filtros de óleo, como a Yamaha Fazer 250, a troca do filtro deve ser feita a cada 10.000 km.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Assumir culpa alheia pode dar cadeia

Jovem é detido ao tentar assumir, de forma irregular, pontos na CNH, reprodução Jornal do Vale
Quando algum veículo é multado existe a possibilidade de transferir a multa (e os pontos) para quem estava pilotando a moto ou dirigindo o carro. Porém, o que era para facilitar a vida do cidadão acabou virando uma forma de alguns "espertos" ganharem dinheiro. Eles cobram para receber os pontos e, assim, livram os verdadeiros infratores das multas, e ganham muito dinheiro.

O Detran de São Paulo está de olho nesse tipo de fraude e já detectou mais de 250 CNH´s suspeitas de "hospedar" pontos de motoristas. O órgão ainda lembra que a prática é irregular e, além das sanções administrativas, o responsável pode ser enquadrado no crime de falsidade ideológica, com pena de até cinco anos de prisão."O cidadão precisa saber que isso é crime e que todos serão punidos, de acordo com a lei”, disse Raul Vicentini, diretor de Habilitação do Detran.SP.

Para chegar aos fraudadores o Detran cruzou informações das multas. Em comunicado o Detran citou um exemplo de um "hospedeiro" que recebia R$ 500 para hospedar os pontos no seu prontuário, ele já acumulava mais de 3.315 pontos na sua CNH, informou o órgão de trânsito.

Os motoristas que usaram essa prática ilícita - ou seja, pagando para transferir seus pontos - terão as multas registradas em seus prontuários. O próximo passo é responder a processo, pois o caso será enviado a Polícia Civil. Casos assim são comuns, porém as autoridades estão apertando o cerco nesse tipo de atividade. Veja um exemplo em Rio Verde (GO) onde um motorista foi preso



terça-feira, 25 de junho de 2019

É fácil perder a garantia da sua moto

Além de não fazer as revisões no prazo determinado, outras ações permitem ao fabricante cancelar a garantia; conheça
Instalação de acessórios, lampadas especiais e alarmes pode comprometer a garantia da moto
Um dos principais atrativos ao comprar uma moto “zero quilômetro” é a garantia oferecida pelo fabricante. Graças a ela o consumidor está coberto em caso de problemas de fabricação ou peças defeituosas. Honda e Yamaha oferecem três anos de garantia, sem limite de quilometragem e, em alguns modelos como a XTZ 250 Lander ABS, a garantia chega a quatro anos.
Além da extensão da garantia, a quilometragem limite para realizar as revisões na concessionária também varia de modelo para modelo. A melhor fonte para se informar nesse caso é o Manual do Proprietário.
O Manual também informa as condições da garantia e os casos em que ela pode ser cancelada. Muita gente não sabe que, se a moto participar de competições, transportar peso excessivo ou mesmo receber determinados acessórios, a garantia pode não valer mais. Veja alguns exemplos de atitudes que podem fazer você perder a garantia da sua moto nova.

1 – Revisões no prazo

Para manter a garantia é obrigatório que os serviços (e revisões) sejam feitos nas concessionárias
A revisão por quilometragem percorrida pode ser 10% a mais ou a menos, ou seja: a revisão de 1.000 km pode ser feita aos 900 ou aos 1.100 km. Já a revisão de 6.000 km pode ser feita dos 5.400 km até os 6.600. Acima disso, a tolerância é de 600 km para todas as revisões. Além dos limites de quilometragem, o fabricante estipula prazo para as revisões. Muita gente faz a primeira revisão (de 1.000 km) e, como usa pouco sua moto, se esquece de fazer a revisão de 6.000 km no período estipulado. 
As tolerâncias são curtas e as concessionárias não têm a obrigação de avisar ao cliente que o prazo de revisão está chegando ao fim. Ou seja, fique atento, se perder o prazo perdeu a garantia. Alterar o hodômetro também é motivo para perder a garantia da sua moto.

2 – Disputar competições

Participar de competições ou fazer manobras ousadas com a moto também cancela a garantia da moto
Participar de competições ou demonstrações também cancela automaticamente a garantia da moto. Se o concessionário perceber, por meio de desgastes de componentes, que houve uma pilotagem excessivamente agressiva ou a prática de manobras do tipo wheeling ou RL, por exemplo, a garantia também pode ser cancelada. Transportar carga além do limite da moto ou puxar reboque também são motivos que cancelam a garantia.

3 - Fique longe da água

Contato com a água salgada pode danificar a moto e perder a garantia
Atravessar enchentes, alagamentos ou transitar pela praia podem causar problemas e deixam marcas na moto. Se a concessionária notar que a moto está com defeito por conta desse tipo de situação ou foi atacada pela maresia, por exposição à água salgada, a garantia também pode ser cancelada. O mesmo procedimento é adotado caso a moto seja lavada com jato de alta pressão ou com o uso de produtos químicos abrasivos.

4 – Rede credenciada

Todos os serviços mecânicos devem ser feitos na concessionária, por isso alguns parafusos são marcados para conferência posterior. Se as marcas estiverem violadas o fabricante cancela a garantia. Outro detalhe, se retirar a peça defeituosa e levar na concessionária a garantia também não terá mais validade. Em caso de defeito ou problema na moto nova, ela deve ser levada à concessionária. Não tente “fuçar” na sua moto, pelo menos enquanto ela for zero e estiver na garantia.

5 - Acessórios & bateria

Instalar acessórios como faróis de milha, lâmpada de LED e alarmes podem levar a perda de garantia da moto. No Manual da Yamaha, por exemplo, o fabricante alerta que até mesmo acessórios instalados na própria concessionária podem cancelar a garantia. Por falar em itens elétricos, a Honda informa que a bateria tem um ano de garantia, já a Yamaha oferece 90 dias para o mesmo componente.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Cada cor tem seu valor

As cores das placas podem alertar para riscos, proibir certas manobras ou ainda avisar sobre serviços disponíveis no trecho; entenda as cores mais importantes do trânsito

A placa amarela alerta para a possibilidade de um animal silvestre atravessar a pista, risco aos usuários da estrada
A sinalização de trânsito é composta por placas (chamada de sinalização vertical), faixas no chão (sinalização horizontal) entre outras. A sinalização vertical é a mais comum e está presente em nossas ruas e estradas. É difícil passar por uma esquina que não tenha uma placa informando, alertando ou até impondo (ou proibindo) que você faça determinada manobra.
Além dos avisos por escrito (ou símbolos) as cores das placas também servem de orientação enquanto você estiver pilotando, dirigindo ou mesmo caminhando. Entenda o significado das cinco cores mais importantes no trânsito.

Vermelha – é melhor obedecer 

Muitos acidentes seriam evitados se a placa de proibido ultrapassar fosse respeitada
Essa é a cor mais importante, pois ela é usada nas placas impositivas que informam as condições, proibições ou restrições do uso das vias. Limites de velocidade, sentido obrigatório e parada obrigatória são mandatórios, ou seja, os motoristas ou motociclistas que os desobedecerem serão multados. Nesse grupo existem cerca de 60 placas.

Amarela – fica esperto

Na cidade e na estrada a sinalização, vertical e horizontal, está presente e orienta motociclistas e motoristas
Presente em quase 70 placas, a cor amarela também exige atenção do piloto por informar situações potencialmente perigosas. Passagem de pedestres, área de desmoronamento ou vento lateral são algumas dessas indicações. Ao ver uma placa amarela é preciso ficar atento, pois as condições da pista ou a sua volta podem ser alteradas.

Laranja – tem gente trabalhando

Os cones ou cavaletes, alertando para obras, exigem cuidado com o piso que pode estar escorregadio
Embora usadas em sua maioria nas estradas, as placas laranja – geralmente acompanhadas de cones, cavaletes ou tapumes – exigem cuidado. Eles determinam desvios, velocidade, sentido de fluxo e até limitam as dimensões (e peso) dos veículos no trecho. Para os motociclistas a presença dessas placas é ainda mais importante. Na maioria dos casos, nos trechos em obras, a pista costuma ficar escorregadia aumentando o risco de quedas.

Azul – O que você precisa

Nas rodovias a placa azul informa sobre serviços no trecho
Esse grupo de placa informa os serviços que o usuário da estrada encontrará pela frente. Apoio mecânico, posto de abastecimento, praças de pedágio e até pronto socorro são informados. Para quem está viajando, as placas em azul são aliadas para saber a distância ao próximo posto de gasolina, por exemplo.

Verde - quanto falta

Placa verde informa as distâncias nas estradas
As placas informam quanto falta para chegar aos destinos importantes, cidades mais próximas ou estradas que são acessadas pela rodovia que você percorre.

Branca ou marrom – Tem agito no caminho
A placa branca também indica pontos de referência na estrada
As placas brancas estão ligadas a atrativos turísticos, serviços, esportes e recreação ou atividades ao ar livre. Praias, parques, cachoeiras ou, também, a proximidade de áreas de exposição, pavilhão de feiras ou convenções são sinalizados com placas brancas ou marrons. Vale lembrar que esse tipo de lugar costuma reunir muitas pessoas e gerar grande fluxo de veículos exigindo maior atenção do piloto ou motorista.

sábado, 1 de junho de 2019

Se liga nas diferenças entre motos com freios CBS e ABS

Durante a frenagem é importante usar o freio da frente e o de trás, as motos com freios combinados já fazem esse trabalho sem o motociclista saber. Se ele pisar no pedal do freio traseiro o sistema aciona também o freio da frente
Por lei, todas as motos fabricadas no País a partir deste ano devem ter um sistema auxiliar de freios, que pode ser ABS ou combinado. Conheça o funcionamento e a diferença entre eles
O piloto se depara com uma emergência e aciona o freio da sua moto. Em instantes um sistema auxiliar de frenagem entra em ação. Se a motocicleta tiver motor maior do que 300 cc, o sistema é o antitravamento (ABS), enquanto nas motos menores pode ser o sistema de freios combinados, que distribui a força de frenagem entre as rodas. A lei, que entrou em vigor neste ano, exige que todas as motos fabricadas a partir de 2019 tenham freios mais seguros. O objetivo é reduzir o número de acidentes com motocicletas.
A Honda batizou seu sistema de freios combinados de CBS, da sigla, em inglês, Combined Braking System. Já a Yamaha adotou a nomenclatura UBS, de Unified Braking System (sistema de freios unificados). Mas, no fundo o propósito é o mesmo. A questão é que muitos motociclistas nem sabem que seu veículo de duas rodas vem equipado com um sistema de freio auxiliar.
A assistente Larissa Dela Moura, 22 anos, que recentemente comprou um Honda Elite 125 para ir ao trabalho e depois para a faculdade em Atibaia (SP), admite não conhecer o sistema. “Eu não conhecia o CBS e não sei como funciona” afirmou a estudante recém-habilitada.
Para os motociclistas iniciantes que têm menos experiência o sistema de freios combinados ajuda a parar a moto com mais segurança. Um aparato mecânico ou hidráulico (via cabos ou mangueiras) distribui a força de frenagem entre as duas rodas. Sempre que o piloto acionar o freio traseiro, o sistema também aciona o freio dianteiro, sem a interferência do piloto. O resultado é uma frenagem em menor espaço e com maior controle quando comparada a frenagem exclusivamente com a roda traseira.

ABS exige experiência

Já o freio ABS, sigla de Anti-lock Braking System (sistema de freios antitravamento), é mais sofisticado. O sistema é capaz de interpretar se há ou não o risco de a roda travar durante uma frenagem mais forte. Para isso há sensores que monitoram os movimentos das duas rodas por meio de pequenos discos instalados junto ao cubo. Se o sensor perceber que existe a possibilidade de travamento, o sistema alivia a pressão no cilindro. Isso impede uma derrapagem e permite maior controle da moto em uma situação de emergência.
Apesar de mais avançado e tecnológico, o sistema ABS exige que o piloto use corretamente os dois freios ao mesmo tempo e saiba dosar a pressão entre o freio da frente e o de trás. “Se o piloto usar apenas o freio traseiro, o ABS permitirá que a moto percorra uma distância maior até a parada total, aumentando o risco de acidentes”, afirma o engenheiro Alfredo Guedes Jr, assessor técnico da Honda.
O erro de usar apenas o freio traseiro, comum entre os motociclistas menos experientes, é fruto de uma formação deficiente durante o processo de habilitação. Segundo Alfredo, “no processo de habilitação, o aluno é orientado a usar apenas o freio traseiro”.
Infelizmente, os números comprovam que o equívoco na formação se mantém mesmo após o processo de habilitação. A associação dos fabricantes da indústria de duas rodas (Abraciclo) promove em todo o Brasil um check-up onde analisa – por amostragem – os problemas mecânicos das motos que rodam em nossas ruas. Em quase 50 mil motos analisadas, a maioria apresentava desgaste maior no freio traseiro (30%, contra 25% do freio dianteiro). Isso comprava que o motociclista brasileiro não usa os freios da forma correta, ou seja, usando ambos, dianteiro e traseiro, porém com mais intensidade no da frente e não o traseiro.

Saiba um pouco mais

Freios combinados – como o próprio nome diz, o sistema “combina” a frenagem nas rodas dianteira e traseira. O sistema hidráulico ou mecânico distribui a frenagem para a roda dianteira, quando o motociclista pisa apenas no pedal de freio traseiro. O objetivo é corrigir o “vício” de muitos motociclistas que não usam o manete do freio dianteiro com medo de “capotar” com a moto.
Mais “barato”, o CBS ou UBS é obrigatório em modelos abaixo de 300cc e geralmente adotado em motos mais populares, como a Honda Pop 110i (como na foto ao lado) , a Yamaha Neo, entre outros.

Freios ABS – o funcionamento do sistema é bem diferente do CBS, apesar do nome parecido. O sistema antitravamento deixa os freios funcionarem independentemente, mas evita que as rodas travem em uma frenagem mais brusca. Sensores medem a velocidade das rodas e enviam informações a uma central eletrônica. Ao detectar diferença grande entre a velocidade das rodas, o que significaria o princípio de travamento das rodas, o sistema alivia a pressão hidráulica nos freios evitando uma derrapagem. E voltaria a aplicar a pressão até que a diferença de velocidade entre as duas rodas caísse. Isso tudo acontece em milissegundos.
Mais sofisticado e caro, o ABS geralmente equipa motos maiores, mas já está sendo adotado em modelos como o scooter Yamaha NMax, a Fazer 250 e a nova Lander 250. A Honda também oferece o sistema na nova geração do PCX 150 e em modelos com a CB 250F Twister (foto acima) e a XRE 300. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Seu scooter está devagar? Pode ser a transmissão

Scooter tem câmbio automático e motociclista não tem necessidade de fazer qualquer regulagem. Cuidados incluem revisões periódicas no prazo e evitar abusos nas arrancadas
Basta acelerar e andar, espaço para transportes de objetos e muita economia de combustível são alguns atrativos dos scooters. Características que fizeram muita gente optar por esses simpáticos veículos para se locomoveram no dia a dia ou até mesmo em viagens. Prova disso é a constante evolução dos números de vendas, que cresceram 15,3% no ano passado, e chegou a 67.183 unidades emplacadas.
Embora sejam práticos, os scooters têm peculiaridades que exigem atenção dos seus donos. Uma delas é o sistema de transmissão final. O conjunto, conhecido como CVT (transmissão continuamente variável) é composto por correia, roletes e polias que levam a força do motor para as rodas e controlam a aceleração. Tudo isso sem que o piloto tenha que se preocupar em acionar a embreagem ou trocar as marchas. Veja como funciona:

Os especialistas 



Por ser automático, muitas vezes a manutenção do sistema de transmissão não recebe a devida atenção do proprietário. “Muitos têm dúvidas sobre os prazos de verificação e substituição de peças, pois não olham o Manual” ressalta o mecânico Olavo Dias Júnior, da concessionária SRT, Osasco (SP) ele também lembra que alterações em busca de maior performance também condenam o sistema de transmissão final.
A receita é simples, fique atento aos prazos estipulados para a manutenção e substituição de componentes e também é bom não forçar o sistema. Consultamos o mecânico Marcelo de Souza, da concessionária Tsuji Honda, de Atibaia (SP) (à direita), que nos passou seis dicas fundamentais para cuidar da transmissão do seu scooter. Usamos o Honda PCX como exemplo por ser o mais vendido do Brasil. Veja vídeo.

1 – Limpou tá novo

Um dos trabalhos mais importantes na revisão do scooter (no caso do PCX, a partir da revisão dos 12.000 km) é a verificação e limpeza do sistema de transmissão “nos retiramos o pó que se acumula oriundo do desgaste das sapatas da embreagem, esse pó se aloja na correia e acelera seu desgaste”, explica o Marcelo de Souza. O mecânico ainda acrescenta que é importante fazer as revisões na quilometragem estipulada no manual do proprietário.


2 – Velocidade caiu, tem que trocar

Um dos sintomas que o conjunto de transmissão está com problemas é a redução da velocidade máxima do scooter. O PCX, por exemplo, atinge 120 km/h, porém com o desgaste do conjunto, sua velocidade máxima diminui para 110 km/h e depois se limita a 100 km/h. Segundo o mecânico esse é um típico sintoma do desgaste das polias dianteiras que já estão “marcadas”. Quando isso acontecer, leve seu scooter para a concessionária ou mecânico de confiança para realizar a substituição da correia, polias e roletes.

3 – Não força que é pior

Ficar parado em rampas ou subida e "segurar" o scooter no acelerador, assim como arrancadas rápidas nas saídas de semáforo ou tentar empinar aceleram o desgaste do conjunto de transmissão. Para ter maior durabilidade o ideal é acelerar de forma progressiva e linear, com isso, além de maior durabilidade do sistema – que no caso do PCX chega aos 24.000 km rodados –, você gasta menos combustível e também polui menos.


4 – Barulhinho ruim


Alguns barulhos também são indicadores de necessidade de manutenção. Um bastante comum vem do rolamento da polia traseira quando o scooter está parado e some ao acelerar. Ele indica a necessidade de substituição do componente. Outro que também é bem comum é um assobio ao sair com o scooter ou retomadas de aceleração. Ele é sintoma de sujeira no conjunto que deve ser aberto e limpo.

5 - Evite as enchentes

Os donos de scooters devem tomar cuidado com o nível da água em lugares alagado. Além do risco ao motor e escapamento, os scooters usam câmbio do tipo automático – conhecido como CVT. Se o componente ficar abaixo da linha da água a caixa de engrenagem será afetada assim como o óleo será contaminado com lama. Rodar com o scooter nessas condições pode comprometer todo o conjunto do câmbio e causar um grande prejuízo.

 

6 – Nunca deixe para lá

Deixar de fazer a manutenção preventiva do sistema pode gerar grandes dores de cabeça e prejuízo. A correria, por exemplo, pode se romper após 24.000 km rodados. Dependendo da situação, além do risco de acidente, o piloto pode ficar na rua por sua própria culpa. A troca da correia, polias e roletes tem o custo aproximado de R$ 800 (em média).

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Cuidado com as armadilhas das cidades

foto: Kenji Sampa

“Eu caibo dentro do buraco”, conta o motociclista Luiz Cané (foto acima) antes de reclamar junto a Prefeitura de São Paulo e alertar para o perigo do buraco. Para provar, ele entrou no vão no asfalto e fez uma foto. Logo depois a Sabesp fechou a cratera que ficava na Avenida Giovanni Gronchi, zona sul da capital paulista.
A matéria saiu no UOL, leia aqui
Em outra situação o mesmo motociclista encontrou um bueiro sem tampa na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste de São Paulo. Com uma sinalização precária o buraco já estava lá há um bom tempo. “Pelo menos três meses”, garante Cané.
Esses são apenas alguns exemplos das “armadilhas” que você pode encontrar pelo caminho. Para ajudá-lo a se precaver confira essa lista com cinco situações comuns que podem derrubar sua moto.

A feira é livre, você não

Apenas em São Paulo, a cada dia, milhares de feirantes montam suas barracas em mais de 170 feiras livres que acontecem na capital. Um frenético vai e vem de mercadorias pode esconder um perigo para as motos: as frutas e a sujeira que ficam pelo chão podem fazer a moto perder a aderência e cair. Outro problema é a presença de pregos e pedaços de arame (que são retirados das caixas) que podem furar o pneu da moto. O ideal é evitar passar pelas ruas nos dias de feira (mesmo que o local tenha sido lavado) para evitar tais riscos.

Flores no asfalto

Em certas épocas do ano, dependendo da região, é comum que ruas e avenidas arborizadas fiquem repletas de flores e frutas caídas no chão. Embora pareçam inofensivas, em caso de chuvas, esses restos deixam o chão muito liso. Ao rodar perto dessas árvores, principalmente em dias chuvosos, fique atento e use o freio e acelerador com moderação. O cuidado deve ser ainda maior em ruas de paralelepípedos que são mais escorregadias. Recentemente uma reportagem na televisão mostrou vários motociclistas caindo sob um pé de jamelão, um tipo de fruta, logo após uma chuva em Goiânia (GO). Veja o vídeo

Tampa de bueiro

Um verdadeiro perigo na vida de quem mora nas cidades, pequenas ou grandes, são as tampas de bueiros. Quando estão mal encaixadas causam o transtorno do barulho ou podem até cortar o pneu da moto ou do carro. Mas o pior mesmo são bueiros “destampados”, pois, infelizmente, roubos de tampas são cada vez mais comuns. Sem a tampa o buraco se torna praticamente invisível (principalmente à noite) e o risco de acidentes graves é muito maior. Ao passar sobre o buraco a roda da moto é engolida pelo buraco e o motociclista é projetado à frente. As consequências podem ser muito graves. Recentemente foi postada uma foto da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), com um bueiro sem tampa na faixa da esquerda.
Por falar em tampa, outro risco para os motociclistas são as grades ou grelhas em aço que tampam obras ou mesmo galerias. Procure visualizá-las e, em dias de chuva, evite usar o freio sobre ou acelerar forte sobre elas.

Surfando no asfalto

Parece até “pegadinha”, você entra na curva ou está andando em linha reta e quando percebe está deslizando pelo asfalto sem saber como. Esse é o famoso surf em mancha de óleo. Infelizmente, uma armadilha comum e, na maioria das vezes, com poucas chances de evitar a queda. O ideal é evitar passar sobre a mancha.
Geralmente as manchas são de óleo diesel derramado por ônibus ou caminhões que têm o tanque rompido ou a tampa perdida. A melhor forma de prever isso é ficar atento ao cheiro e brilho “azulado no asfalto”. Ao passar em postos de combustíveis ou locais com muitos caminhões estacionados é bom ficar alerta: se sentir cheiro forte de diesel é possível que algum veículo tenha derramado o combustível no asfalto.
O mesmo cuidado deve ser tomado ao entrar e estacionar em postos de gasolina. Até mesmo ao apoiar o pé no chão é preciso estar atento para não escorregar.

Aí é cachorrada

Mais comuns na periferia da cidade, os ataques de cães a ciclistas e motociclistas são frequentes. Segundo os veterinários, a melhor forma de se proteger é parar a moto. “Às vezes o animal está irritado pelo barulho da moto e por isso está atacando, ou é uma simples brincadeira”, afirma o veterinário comportamentalista Marcelo Henzel (foto ao lado).
Um erro comum é tentar chutar o cachorro, além do risco de tomar uma mordida no pé, o piloto pode perder o equilíbrio e cair. Outro risco é atropelar o animal e também sofrer uma queda.

sábado, 4 de maio de 2019

Pedágio na estrada não significa segurança para o motociclista

Recentemente escrevi uma matéria no UOL sobre os pedágios para motos nas estradas, no artigo que você pode ler aqui, informo os valores mais altos cobrados no Brasil e cito as respectivas rodovias privatizadas. O processo de privatização tem como principal meta oferecer ao usuário uma estrada mais segura e eficiente. Mas nem sempre é assim.
Após a publicação do artigo, em 24 de março, fui surpreendido por um vídeo de um acidente na BR-040, na região de Petrópolis (RJ) entre o km 92 e 93 na subida da serra. O acidente de moto foi causado pela má condições da rodovia naquele trecho. Infelizmente um motociclista perdeu o controle da sua moto e caiu. Veja as fotos abaixo.
O piloto sinaliza que mudará de pista porém a motocicleta cai na enorme fenda entre as pistas e ele perde o controle

Se você prestar atenção nas fotos verá que a roda dianteira da moto, que parece ser uma Yamaha Ténéré 250, entra numa fenda entre as pistas. Com isso o piloto perde o controle e acaba caindo.
O vídeo repercutiu nas redes sociais e acabou caindo nas mãos do deputado Hugo Leal que se posicionou e cobrou da empresa Concer (concessionária que administra o trecho) melhorias na rodovia. Em um comunicado o parlamentar afirma que "a rachadura na pista na altura dos quilômetros 92/93 representa perigo para motociclistas e motoristas".
Infelizmente não tenho maiores informações sobre o piloto e também sua garupa. Porém, esse tipo de acidente poderia ser totalmente evitado, veja o vídeo do acidente, ele serve de alerta para quem deixa o Rio de Janeiro e sobre a serra em direção a Petrópolis. Ele também mostra que, mesmo você pagando pedágio, algumas estradas não são seguras para rodar de carro ou moto!